O planejamento logístico na indústria da construção

O planejamento logístico na indústria da construção


O planejamento logístico na indústria da construção estabelece as condições de infraestrutura necessárias para o processo produtivo. De acordo com (FRANKENFELD, 1990), "O planejamento do local da obra pode ser definido como o planejamento da disposição das instalações temporárias, instalações de segurança e sistema de movimentação e armazenamento de materiais".

O planejamento do local da obra envolve a definição da disposição física do trabalhador, materiais, equipamentos, áreas de trabalho e armazenamento. Existem várias etapas para projetar o local da obra, que são desenvolvidas com o objetivo final de executar a construção.

Um local de obra bem planejado e organizado contribui para a melhoria dos processos de construção e redução do custo do empreendimento. Um bom projeto do local da obra minimiza o desperdício de materiais e o tempo de trabalho, por meio do planejamento eficiente dos movimentos de pessoas e materiais, levando em consideração distâncias curtas para acesso e transporte vertical e horizontal.

Antes de elaborar os projetos para as diferentes fases do local da obra, é necessário obter informações preliminares relacionadas ao planejamento da construção. Essas informações, juntamente com o espaço disponível no terreno, determinam as áreas necessárias para escritórios, alojamentos e estoques.

De acordo com Souza (1997), "O local da obra, sendo o espaço onde todo o trabalho de concepção de uma construção se torna realidade, acaba sendo influenciado por todas as atividades relacionadas a um empreendimento. Portanto, sua concepção ocorre por meio de um processo interativo, no qual cada modificação na concepção da construção gera uma solução melhor para o local da obra.

No entanto, apesar de reconhecer essa complexidade, é necessário adotar um roteiro de abordagem para o planejamento do local da obra, a fim de simplificar e organizar as decisões relacionadas ao local da obra." Com base nesse roteiro de planejamento do local da obra, o autor apresenta uma sequência para o desenvolvimento do projeto, que inclui elementos como projetos de execução, cronograma físico, tempo de execução, plano de execução dos serviços, escolha entre diferentes tecnologias de equipamentos, planejamento de entrada e saída de materiais, localização dos equipamentos de transporte vertical e horizontal, fases do local da obra relacionadas à execução da construção, demanda por materiais e mão de obra, e espaços como áreas de convivência para os funcionários, áreas de armazenamento e áreas administrativas da obra.

A duração da construção é um aspecto que influencia diretamente o processo de concepção do local da obra, pois diferentes períodos de execução correspondem a diferentes demandas por materiais, mão de obra e equipamentos.

Para iniciar o projeto do local da obra, é importante ter os planos topográficos e de subsolo, os projetos de arquitetura e estrutura do térreo, bem como informações sobre o entorno da obra, como características das construções vizinhas, condições e disponibilidade de acesso viário, e localização das redes de água e energia elétrica.

Segundo Faria (2009), "pode-se considerar a elaboração inicial do layout da fase crítica da obra, com maior fluxo de pessoas e materiais, e a partir dele desenvolver os demais desenhos. Outra abordagem é elaborar os projetos de forma sequencial, começando pela configuração inicial do local da obra. Podem ser propostas diferentes opções de layout para serem avaliadas por um grupo de engenheiros da construtora.

O importante é que, à medida que a obra avança, o planejamento e o projeto do local da obra sejam constantemente revisados ​​e adaptados às realidades que surgirem.

É importante observar que cada local da obra tem suas particularidades, portanto é necessário estudar cuidadosamente todos os pontos que serão avançados para criar um bom projeto.

O roteiro para um bom planejamento do local da obra inclui a sequência de serviços planejados para a execução da construção, o que ajuda o projetista do local da obra a ter uma ideia das áreas disponíveis para as instalações em cada fase da obra.

Com base na estratégia de execução da obra, deve-se estabelecer um cronograma físico com prazos para os serviços, detalhando semanalmente, dependendo do serviço, ou apresentando apenas o início e termino dos ciclos que ocorrem ao longo da obra. Isso é importante para o planejamento de transporte e espaço de armazenamento, bem como para prever as áreas necessárias para o armazenamento de materiais em geral. Segundo Souza (1997), a partir de um cronograma completo ou simplificado, é possível prever os serviços, materiais e mão de obra necessários para cada fase da obra.

Com base nos dados registrados no cronograma físico e nos indicadores de consumo usuais do mercado, é feito o calculado dos insumos necessários para cada atividade realizada no local da obra. Assim como o progresso físico da obra, a quantificação dos insumos também é feita semanalmente.

Essas doses semanais, multiplicadas por fatores que consideram emocionantes (por exemplo, 1,5), são inesperadas com os lotes usuais de compra da empresa. Dessa forma, em cada etapa, determina-se o estoque máximo necessário na obra e as áreas necessárias. Outro aspecto que pode ser calculado com base nos dados do cronograma físico é a quantidade de trabalhador que circulará pelo local da obra em diferentes fases.

Essa informação é fundamental para determinar as dimensões das instalações temporárias, como armários, armários, vestiários e alojamentos, levando em consideração as exigências pela NR-18 (BRASIL, 1978) e a norma NBR 12284 (ABNT, 1991).

O pico de pessoal na obra geralmente ocorre nas fases externas, durante a execução da estrutura e das alvenarias, no caso de empreendimentos verticais. Com base na análise dos quantitativos de materiais e no cronograma físico, é possível estimar as áreas máximas de armazenamento para os principais materiais.

O dimensionamento dos equipamentos de transporte no local da obra está relacionado à tecnologia construtiva aceita para cada empreendimento, ao ritmo de execução dos serviços e à demanda por insumos. Com base nesses pontos, além das características do terreno e do entorno, decida-se a utilização de elevadores cremalheira, gruas, balancins, entre outros. É importante definir os dados de entrada e saída dos equipamentos, especialmente quando são alugados.

A elaboração de um fluxograma dos processos dos serviços é importante para identificar as partes que devem estar mais próximas do ponto central do local da obra, bem como analisar como chegar desejáveis ​​entre os elementos do canteiro, como estoques e equipamentos.

Ao projetar e planejar o local da obra, é importante considerar informações que subsidiem a tomada de decisões relacionadas ao projeto, uma vez que essa fase envolve uma série de considerações de natureza pessoal. Pode haver várias soluções possíveis para uma mesma obra, sendo que algumas podem ser mais adequadas que outras, dependendo do contexto.