Ohno, um dos arquitetos do Sistema Toyota de Produção, sugere que a produção de bens e serviços deve ser realizada de forma eficiente e com o mínimo de recursos necessários para se entregar o que o cliente deseja e com o menor custo. Diante dessa lógica, Ohno define desperdício como sendo composto por todos os elementos da produção que não agregam valor ao bem ou serviço entregue e apenas aumentam os custos e geram mais desperdícios.
Existem categorias em que os desperdícios estão divididos por: superprodução, tempo de espera, movimentação, transporte, processamento demasiado, estoques e execução de produtos defeituosos.
De acordo com Ohno (1997), o tempo de deslocamento dos trabalhadores na produção pode ser classificado em trabalho e desperdício. O desperdício está relacionado aos movimentos desnecessários e repetidos, devendo ser identificado e eliminado. A divisão do trabalho poderá ter ou não valores adicionados.
O primeiro tipo corresponde ao trabalho que efetivamente transforma o modelo ou a substância do produto, agregando valor. O outro tipo é o trabalho que não agrega valor ao produto, mas é necessário diminuir o máximo possível e/ou ser otimizado em termos dos recursos utilizados.
Ohno (1997) considera estoque em excesso como um dos maiores desperdícios existente na produção, pois, a empresa possuirá muitos produtos para estocar, necessitando disponibilizar espaço para armazenagem de materiais, equipamentos e mão-de-obra para transporte e gerenciamento.
Outra perda apontada por Ohno (1997) é a superprodução. O autor afirma que as empresas necessitam adquirir o bom senso e produzir apenas o necessário, quando for necessário e na quantidade necessária.
A construção enxuta tem como propósito, a eliminação dos desperdícios na produção baseando-se em três visões básicas: a primeira é a visão do fluxo da produção eliminando possíveis perdas com estoques, diminuindo movimentação durante a produção, evitando retrabalho, fornecendo informações precisas para as etapas de produção, reduzindo tempo de ciclo de produção dos materiais.
A segunda visão é sob a ótica do valor agregado ao produto a fim de atender aos requisitos dos clientes.
E a última visão é a realização da atividade de transformação do produto com eficiência no uso dos recursos disponíveis (KOSKELA, 1998).
Com a idéia de desenvolver uma metodologia produtiva que atenda às expectativas dos clientes com o menor tempo e custo é necessária a implantação de um sistema de planejamento e controle capaz de estabilizar a produção.