As Diferenças Entre Just in Time e Kanban

As Diferenças Entre Just in Time e Kanban


O objetivo é esclarecer as diferenças entre Just in Time e Kanban. As dúvidas sobre Just in Time e Kanban não recaem somente aos leigos em assuntos de Gestão.

Diretores e gerentes de grandes multinacionais, têm dificuldades em diferenciar JIT de Kanban. Quando não está claro o conceito por trás do Just in Time, a implementação do Kanban é ruim e não surte efeitos positivos.

Compreender o Just in Time, e o motivo pelo qual ele foi concebido, é o primeiro passo para a criação de um projeto.

Os termos “Just in Time” e “Kanban” são comumente confundidos. As relações de causa e efeito, não são claras para a maioria das pessoas.

A associação tornou-se inevitável porque os dois termos começaram a ser utilizados na mesma época, sempre associados ao „novo sistema de produção‟ vindo do Japão.

Sempre que se falava de Just in Time, associava-se imediatamente ao Kanban e o Sistema Toyota de Produção, mas são coisas fundamentalmente diferentes.

O Sistema KANBAN, embora não seja algo novo (as primeiras implementações no Brasil datam das décadas de 80 e 90), é muito divulgado e está sendo utilizado na indústria brasileira nos últimos anos. Foi desenvolvido a partir do conceito simples de aplicação da gestão visual no controle de produção e estoques ("Kanban" significa "cartão visual" em japonês) com a função de viabilizar a produção "Just in Time".

Portanto o ganho real no sistema produtivo advém do funcionamento "Just in Time" da operação e não necessariamente da aplicação ou não de Kanbans. Porém, o sistema Kanban é adaptado para atender as necessidades em seqüencia da produção, pois nos cartões estão contidas informações sobre a seqüência que o processo deve seguir.

Moura (2003) afirma que o Kanban tem a função de agilizar o processo evitando interrupções necessárias, dando continuidade para o perfeito curso dos processos, bem como, promover e controlar visualmente o processo.

Para implantar um sistema de Kanban é necessária toda uma mudança de estrutura e implementação de conceitos de forma padronizada e planejada. Desta forma, devem-se padronizar as atividades e processos com a criação de procedimento padrão a fim de que não se percam as melhorias alcançadas.

A palavra Kanban vem do japonês e quer dizer instrumento de comunicação. Embora difundido nos escritórios, os controles visuais através de cartões ou registros são mais aplicados em murais nos canteiros de obra, para gestão e controle da produção e de materiais.

Dessa forma, quando aplicado à produção o termo Kanban ganha o significado de gestão visual da produção. Apenas isso. Não há relação com produção puxada, supermercados, tamanho de lotes, setup rápido, fluxo contínuo e nem em células de produção.

O conceito básico e fundamental do Kanban é: controle visual. O JIT é mais que uma técnica, é um conjunto de fatores para administração de uma produção. Também é conhecido como uma “filosofia”, incluindo administração de materiais, gestão da qualidade, projeto de produtos, organização do trabalho e gestão de recursos humanos.

É um conceito cujo objetivo é aumentar a competitividade das empresas, criando ou modificando processos a ponto de serem capazes de entregar o que o cliente necessita, na quantidade, onde e como ele necessita.

Fazer tudo isso com estoques reduzidos e conseqüentemente, menos custos. Não há uma receita de como isso deve ser feito, e nem ferramentas padrão a serem aplicadas.

No entanto o conceito é claro: aumentar a satisfação do cliente através de um desempenho de entrega bem superior e com menores custos. Pode-se dizer que o Kanban é apenas mais uma, dentre tantas, ferramenta para a redução e eliminação de desperdícios que contribui para que o processo atinja nível mais elevado de competitividade seguindo o conceito de produção e entrega na exata medida das necessidades do cliente (Just in time).