PROGRAMAÇÃO DE PRAZOS E DE RECURSOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL


PROGRAMAÇÃO DE PRAZOS E DE RECURSOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

PROGRAMAÇÃO DE PRAZOS

A programação de tempo inclui em seus objetivos não somente o prazo global da obra, data de início e de término, mas principalmente os prazos parciais, que determinam como será a obra executada ao longo do tempo com relação aos seus serviços e etapas construtivas, para que se possa programar as compras, os desembolsos, etc.

 Usam-se para isto dois instrumentos de programação: o Cronograma Físico, de Barras ou Diagrama de Gantt e as Redes de Precedência ou Malhas Pert-CPM (Program evaluation and review technique-critical path method). Os dois métodos diferem substancialmente um do outro.

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O cronograma físico, Diagrama de Gantt ou Diagrama de Barras apresenta uma característica marcante que o tornou preferido: a facilidade tanto de execução quanto principalmente de visualização por parte de técnicos da área e de leigos, o que favorece muito o relacionamento inicial contratante/contratado.

 Por outro lado não apresenta certas vantagens típicas do Pert-CPM tais como a interdependência entre as etapas construtivas, a facilidade de reprogramações tão frequentes nas obras e o detalhamento de etapas ou serviços em atividades de interesse especial. 

Os Cronogramas Físicos são elaborados em planilha própria (exemplo à frente) e são constituídos de uma coluna com a relação das etapas construtivas que gerem prazos na obra e a distribuição do tempo de cada etapa em linhas horizontais, onde se inserem as barras (traços horizontais que representam os prazos) e os percentuais mensais das etapas a serem executados.

 A unidade de tempo mais comum é o mês, podendo ser ele dividido em sub-unidades de tempo, sendo as mais usuais a quinzena, a dezena, 5 ou 6 dias e diária. 

Para o dimensionamento dos barramentos devem-se considerar as circunstâncias econômicas e de prazos que caracterizam a obra. Pode-se partir de um volume de mão-de-obra fixo, dimensionando-se então os prazos das etapas e pode-se também, a partir de prazos fixos pré-estabelecidos segundo as conveniências, fazer o dimensionamento da mão de obra para cada etapa. 

Na sua grande maioria, as etapas construtivas não oferecem condições de terem seus barramentos dimensionados de uma só vez. Como as etapas são constituídas de vários serviços que se inter-relacionam, há necessidade de um estudo à parte dimensionando-se cada serviço componente das etapas e sua interdependência, determinado-se assim o início, final e duração das etapas.

 Tomemos como exemplo a Infra-estrutura, composta de cravação de estacas pré-moldadas, escavação para blocos e cintas, formas de blocos e cintas, lastro de concreto impermeabilizante, armação e concretagem de blocos e cintas.

 É importante lembrar que os fatores que primordialmente regem a interdependência entre serviços ou etapas são os prazos técnicos e a otimização do efetivo de mão-de-obra Após considerados estes critérios, pode-se levar em conta os de caráter econômico, financeiro e outros. 

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PROGRAMAÇÃO DE RECURSOS 

Uma vez estabelecido como a obra será realizada em cada uma de suas etapas, e o que e quanto será executado a cada período de tempo considerado, o mês, por exemplo, a próxima fase da programação nos leva a determinar os recursos financeiros necessários para o cumprimento da programação física.

 Chamamos esta fase de programação de distribuição de recursos, que é materializada através do Cronograma Financeiro. 

Muito existe de comum entre cronograma físico e financeiro, ao ponto de se unirem os dois sob a única denominação de cronograma físico-financeiro. Essa denominação não apresenta um argumento suficientemente consistente para se justificar, considerando-se o rigor que deve nortear todo e qualquer procedimento técnico ou científico. 

O Cronograma Financeiro surge utilizando-se os dados do orçamento (preços das etapas construtivas) e do Cronograma Físico (percentuais de etapas de execução prevista para cada mês). Este Cronograma não conterá barras designativas dos prazos, mas os valores financeiros correspondentes aos percentuais mensais.

Constitui o Cronograma Financeiro de uma coluna com todas as etapas construtivas que gerem custo na obra e linhas para cada etapa contendo os percentuais previstos no cronograma físico para cada mês e os correspondentes valores financeiros mensais.

 A última coluna evidentemente é aquela que exibe os valores totais das etapas, cujo somatório, ao fim da última linha será o total da obra, valor este que deverá ser o mesmo do somatório dos totais mensais. 

Quanto ao fechamento horizontal do Cronograma Financeiro, adota-se o mesmo procedimento do fechamento das planilhas orçamentárias, resguardando-se as diferentes modalidades de contratações.

Importante: Tanto o Cronograma Físico quanto o Financeiro devem sempre ser apresentados em uma folha única, preservando a característica da facilidade de visualização global do documento. 


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