
Conceito de produtividade
A produtividade está ligada ao conceito de eficiência no processo de transformação de entradas em saídas, ou seja, quanto mais eficiente for um processo, mais produtivo este será.
Quando se relaciona esse conceito a mão de obra da construção, tem-se que a produtividade consiste na eficiência da transformação do esforço humano em serviços de construção. (SCHWATZKOPF, 2004) O conceito de produtividade é bastante utilizado e discutido na construção civil, pois há sempre necessidade de mensurar o quanto um determinado profissional consegue produzir em sua atividade principal.
Esses dados são extremamente importantes para a elaboração de orçamentos, cálculos para histogramas de mão de obra e acompanhamento de andamento de obra, porém a variação dos mesmos quanto a cada tipologia de cada obra, ao profissional que a executa e diversos processos minimizados que são necessários e podem atrapalhar a realização da tarefa principal, dificultam a obtenção e aplicação de dados verossímeis e adaptáveis a outras realidades.
Essa dificuldade de utilização e aplicação dos dados em novas obras, afetam o rendimento das mesmas visto que não possuem um índice ótimo como meta para alcançarem ou algum comparativo fiel a situação.
"O que não é medido não é gerenciado." (DEMING, 1990)
Essa frase consegue mostrar bem a busca incessante das grandes empresas de construção civil em obter dados reais sobre os seus empreendimentos, amarrando cada vez mais os seus custos para aumentar a margem de lucro e diminuir os preços sem perder qualidade.
A produtividade na indústria da construção civil
Esse termo indústria da construção, logo de início, causa desavenças entre pesquisadores, que defendem a ideia de uma indústria ser seriada embasada no estilo do fordismo, onde há uma produção em massa, estabelecendo uma linha de montagem em que a indústria é uma unidade fixa dividida entre diversos setores, responsáveis pela realização de processos e pequenas etapas independentes entre si que em conjunto formam um produto final.
Esse conceito claramente não se aplica ao setor da construção, que necessita realizar a sua fabricação in loco e não possui um escopo de produção em série principalmente na realidade atual brasileira, onde a personalização dos imóveis e seus ambientes são fatores fortes e importantes para a venda do produto (HEINECK, 1989).
Embora a construção civil, ainda no início do século XX, tenha protagonizado o pioneirismo ao fazer considerações com a questão da produtividade de mão de obra, este setor deixou de ser o palco principal para tais preocupações rapidamente, quando as indústrias seriadas tomaram conhecimento da finalidade desse controle.
Com a fabricação de diversos produtos com as mesmas características, o índice de dados gerados para um certo produto é gigantesco quando comparado aos dados gerados por uma obra em específico, onde quanto mais você restringe e se aproxima do seu produto real a ser oferecido, menor fica as quantidades das amostras, sendo menos fieis a realidade. (SCHWARTZKOPF, 2004).
Devido a sua importância, é extremamente necessário a realização de estudos e trabalhos para aumentar a produtividade e tentar diminuir os gastos de homem hora - unidade utilizada para medição da produtividade, relacionando o consumo de trabalhadores necessários para a realização de um certo serviço em um determinado espaço de tempo - de maneira errônea.
Por isso, a seguir foi identificado os fatores que afetam positivamente e negativamente a produtiva, realizando a comparação entre a mão de obra própria e a terceirizada.