Orçamento de Obras - Do preço ao Lucro
O Paradigma Do Lucro
A formação do preço e, em decorrência dele, o lucro, é função do regime prevalente da industria onde a empresa se situa.
O reconhecimento desse fato induz a comportamento distinto na formulação de proposta de preços, atuando a empresa em regime de livre concorrência, em oligopolizado ou monopolizado.
No caso da construção civil e especialmente quanto as empresas que trabalham sob regime de empreitada, de modo geral, pode-se afirmar que os preços dos bens e serviços praticados se formam no seio de seu mercado, isto é, em regime de livre concorrência.
Tal situação propicia a formação de preços através do embate das forças de mercado, o que leva a imposição da prática de determinado patamar de preço para o fornecimento de bens e serviços.
Desta forma, os agentes de mercado, contratantes, contratados e concorrentes, pressionam para praticar um preço que lhes convém, provocando a ocorrência de um equilíbrio que será sempre instável. (Lima Jr, 1993).
E esse fato se agrava em setores econômicos cuja exigência de capital de giro para as operações é pequena, ou nos quais não existam tecnologias exclusivas de difícil ou custoso domínio. E, reconhecidamente, essa é a situação da construção civil.
Além disso, quando o contratante é o governo, que realiza seguidamente obras de construção civil, ele tende a definir os preços praticados, reduzindo a margem de lucro dos contratados.
Historicamente, tanto no comércio como na industria manufatureira, o paradigma adotado para a formação do preço era função do somatório do custo incorrido e da margem de lucro desejada, sendo nessa embutidos os custos e despesas indiretos de produção.
Preço = ¦ (SCustos + Margem de Lucro)
Quando o lucro, as despesas e os custos são englobados num único fator, ocorre o que se denomina de mark-up - m. Esse fator, aplicado sobre os custos diretos dos produtos, define o preço desejado.
Preço = m ´ CD
Atualmente, devido ao acirramento da concorrência, a implementação de novas tecnologias e do surgimento de novos processos construtivos, vem ocorrendo um forte embate entre os atores do mercado, situação que propiciou o aparecimento de um novo paradigma, situação que estreitou as margens de lucro praticadas pelas empresas.
Neste novo paradigma, principalmente atingindo as empresas que atuam em regime de livre concorrência, o preço vem se comportando como variável independente, sendo que o custo continua estabelecido pelos fornecedores de insumos e a margem de lucro passou a se comportar como variável dependente.
O novo paradigma apresenta o seguinte o modelo:
Lucro = ¦ (Preço
– S Custos)
O modelo mostra que o Lucro a ser auferido, passou, a ser função do Preço praticado pelo mercado e dos Custos incorridos. Este último, variável passível de ser controlada pela empresa.
Nessa situação, garantir a margem de lucro estabelecida a priori, requer um forte acompanhamento e controle nos custos incorridos e de todas as etapas dos processos envolvidos na elaboração de produtos e serviços, já que o Preço esta fora da gestão da empresa.
Enquanto o primeiro paradigma levava em conta apenas a contabilidade dos custos, o segundo demonstra a necessidade do controle de custos.
Considerando que as empresas, hoje, procuram trabalhar com melhoria contínua e a implantação de programas de qualidade total, a tendência prevista para o comportamento do mercado futuro é ocorrer, novamente, um rearranjo desta equação, buscando agora não só o controle, mas sim um gerenciamento de custos representado pela seguinte expressão. Custo = ¦(preço - margem de lucro)
O modelo mostra que o Lucro a ser auferido, passou, a ser função do Preço praticado pelo mercado e dos Custos incorridos. Este último, variável passível de ser controlada pela empresa.
Nessa situação, garantir a margem de lucro estabelecida a priori, requer um forte acompanhamento e controle nos custos incorridos e de todas as etapas dos processos envolvidos na elaboração de produtos e serviços, já que o Preço esta fora da gestão da empresa.
Enquanto o primeiro paradigma levava em conta apenas a contabilidade dos custos, o segundo demonstra a necessidade do controle de custos.
Considerando que as empresas, hoje, procuram trabalhar com melhoria contínua e a implantação de programas de qualidade total, a tendência prevista para o comportamento do mercado futuro é ocorrer, novamente, um rearranjo desta equação, buscando agora não só o controle, mas sim um gerenciamento de custos representado pela seguinte expressão. Custo = ¦(preço - margem de lucro)
As principais etapas de um orçamento de obras
Dos Custos
O preço pode ser definido como a expressão monetária de uma obra ou serviço, correspondendo ao valor cobrado do cliente.
Já, o custo, representa o valor da soma dos insumos (mão-de-obra, materiais e equipamentos, impostos, administração, depreciação, etc) necessários à realização de dada obra ou serviço, sendo assim constitui-se no valor pago pelos insumos.
De acordo com a produção, os custos podem ser classificados em:
a) Diretos: por definição, são os custos diretamente apropriados ao produto, perfeitamente caracterizados e quantificados a cada serviço. Ex: mão-de-obra direta, insumos e equipamentos.
Integram os custos diretos: a mão-de-obra diretamente vinculada à obra ou serviço, leis sociais incidentes sobre a mão-de-obra, materiais ou insumos e equipamentos diretamente alocados aos serviços.
b) Indiretos: custos indiretos são aqueles onde se faz necessário estabelecer algum fator de rateio para a sua apropriação a algum serviço. Assim sendo, os custos indiretos podem ter duas origens:
- Os custos vinculados à administração do canteiro de obras;
- E, as despesas decorrentes da administração da empresa.
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