Amigos, sempre que vamos construir queremos saber quanto vai custar a construção. Conversamos com os parentes e colegas que estão construindo ou com os engenheiros para saber qual será o custo por metro quadrado (custo/m2) e as dúvidas sempre persistem. Assim, vamos tratar desse assunto detalhadamente, passo a passo, para aprendermos a estimar o custo/m2 o mais próximo possível do real.
Sabiam que já existe um índice que estimativa os custos de uma construção? Sabiam que estes dados são divulgados todos os meses? Este índice é chamado de Custo Unitário Básico – CUB.
O custo por metro quadrado (custo/m2) teve sua origem através do CUB – Custo Unitário Básico. O CUB teve origem através da Lei Federal 4.591 de 16 de Dezembro de 1964 que obriga os sindicatos estaduais da construção civil a divulgar os custos unitários de construção todo dia 05 de cada mês. A ABNT ficou responsável por criar a metodologia de cálculo do CUB, atualmente é a NBR 12.721/2006.
O objetivo do CUB é disciplinar o mercado de incorporação imobiliária, servindo como parâmetro na determinação dos custos dos imóveis. (fonte: site cub/m2).
Projetos-Padrão:
Cada obra é diferente uma da outra, então, como conseguiríamos estimar o custo das obras de todo o Brasil?
Para resolver esse problema a NBR 12.721 estabeleceu os projetos-padrão. Os projetos-padrão são, segundo a norma, projetos selecionados para representar os diferentes tipos de edificações, que são usualmente objeto de incorporação para construção, com as características principais:
Número de pavimentos;
Número de cômodos por unidade;
Padrão de acabamento da construção
Número total de unidades (no caso de prédios)
Vejam quais são os Projetos-Padrão residenciais:
Cada um desses projetos-padrão tem uma planta de arquitetura padrão e um memorial descritivo padrão. Vejam o quadro abaixo:
Macete 01: Esse mesmo padrão que existe para as edificações residenciais unifamiliares (casas), existe para as edificações multifamiliares (prédios), edificações comerciais e para os galpões.
Alguns itens não são considerados na formação do CUB porque são particulares de cada projeto e tem custos variados, não conseguindo determinar um padrão. São eles segundo a NBR 12.721/2006:
“Na formação destes custos unitários não foram considerados os seguintes itens que devem ser levados em conta na determinação dos preços por metro quadrado (preço/m2) de construção, de acordo com o estabelecido no projeto e especificações a cada caso particular:”
Projetos (de arquitetura, estrutura, instalações, projetos especiais);
Terreno;
Fundações e serviços de infra-estrutura (submuramentos, paredes-diafragma, tirantes, rebaixamento de lençol);
Elevadores, equipamentos e instalações (bombas recalque, calefação, ventilação e exaustão);
Playground;
Obras complementares;
Urbanização e ajardinamento;
Áreas de lazer (piscinas, quadras e campos de esportes);
Instalação e regulamentação de condomínio;
impostos, taxas e emolumentos cartoriais;
Remuneração do construtor e remuneração do incorporador.
Assim, para determinar o real custo da obra é preciso saber em qual projeto-padrão a obra se encaixa e inserir os custos dos itens que não se enquadram no CUB.
Para maiores esclarecimentos sobre o assunto, baixe a cartilha do CUB/m2 no site da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção no link: Cartilha CUB/m2
Na cartilha você vai encontrar: todos os conceitos, as plantas dos projetos-padrão, os padrões de acabamentos dos projetos-padrão, as especificações dos acabamentos e as perguntas mais frequentes.
Veja, também, o histórico dos Custos Unitários Básicos (CUB) de algumas regiões do Brasil, direto dos sites dos sindicatos. Clique nos links abaixo:
CUB – SindusCon SP – São Paulo
CUB – SindusCon Rio – Rio de Janeiro
CUB – SindusCon MG – Minas Gerais
CUB – SindusCon DF – Distrito Federal
CUB – SindusCon RS – Rio Grande do Sul
CUB – SindusCon BA – Bahia