Indicador caiu 8,7% no segundo trimestre em comparação ao primeiro. Há 12 anos, recuo foi de 9,6%. SindusCon-SP e CBIC opinam
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (29) que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou queda de 0,6% no segundo trimestre em comparação ao primeiro, o que mostra encolhimento na economia nacional. Entre os grupos analisados, o da indústria se destacou negativamente com recuo de 1,5%. A construção, particularmente, caiu 8,7%, pior resultado desde o primeiro trimestre de 2002, quando o recuo foi de 9,6%.
A baixa do setor industrial como um todo é a quarta consecutiva. Comparado ao segundo trimestre de 2013, a queda foi de 3,4%. Em valores, o PIB da indústria do segundo trimestre somou R$ 255 bilhões.
Para o vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), Eduardo Zaidan, a régua usada pelo IBGE para avaliar o PIB da construção não é a ideal. "Essa métrica de avaliação tem se mostrado ruim nos últimos anos. Depois da entrada dos produtos importados, não basta ver o que é produzido no Brasil para avaliar o nível de atividade da indústria", afirma.
Segundo o SindusCon-SP, que avalia o desempenho da indústria pelos níveis de atividade e de emprego, a construção vive em cenário estável e as perspectivas para os próximos trimestres são de manutenção dessa estabilidade.
Já para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, variáveis como o fim das obras previstas para a Copa do Mundo, a demora na aprovação de concessão de novas obras e a conclusão da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) são o motivo da queda do PIB.