Orçado em R$ 29,1 mi, estudo do trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro terá que ser refeito, afirma TCU
Feito em 2009, levantamento sobre a viabilidade estaria desatualizado. Trem de alta velocidade terá 511 km de extensão e continua previsto pelo PAC
O Tribunal de Contas da União (TCU) informou nesta semana que terá que ser refeito o estudo de viabilidade técnica e econômica apresentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para implantação do trem de alta velocidade, o chamado trem-bala, ligando Campinas e São Paulo ao Rio de Janeiro em percurso de 211 km de extensão. O projeto, apresentado há oito anos pelo Governo Estadual, consta na lista de obras prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo o TCU, o último estudo de viabilidade feito em 2009, que custou R$ 29,1 milhões, não serviria atualmente para determinar as diretrizes do projeto, já que no decorrer de cinco anos ocorreram mudanças relativas ao crescimento populacional, renda per capita, rede de transportes e quantidade de automóveis por habitante.
Para o ministro-relator Benjamin Zymler, o estudo terá que ser reelaborado levando em consideração também o avanço da tecnologia. "O decurso de cinco anos pode significar o surgimento de novas tecnologias com melhor relação custo-benefício ou o barateamento de diversos equipamentos causado pela difusão tecnológica", disse.
Em seu voto, o ministro também chamou atenção para a definição da taxa de retorno do investimento previsto nos estudos. A taxa proposta era de 7% ao ano, quando as mais recentes concessões de transporte do governo elevaram essa taxa para 8%.
A ANTT informou que a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), ligada ao Ministério dos Transportes, está responsável pelo projeto. A EPL, por sua vez, informou que o projeto está em andamento, mas ainda não tem data definida para ser leiloado.