Segundo o documento, funcionários da empresa Locar, responsável pelo equipamento, não seguiram as determinações do plano de rigging

Um novo laudo solicitado pela Odebrecht, construtora responsável pelas obras da Arena Corinthians, em São Paulo, constatou que uma falha no plano de operação do guindaste foi a causa do acidente ocorrido em 2013. O documento, elaborado pelo engenheiro mecânico e mestre em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), professor Fernando Cézar de Mattos, afirma que os responsáveis pela operação do equipamento, todos funcionários da empresa Locar, não seguiram o plano de rigging, que calculava como deveria ser feita a operação.
Segundo o estudo, o contrapeso do guindaste na hora do acidente era de 500 toneladas-força, sendo que o plano de operação pedia 460. "As 500 toneladas-força de lastros suspensos seriam suficientes para gerar uma situação de instabilidade e colapso estrutural, além de representar uma grave não conformidade relativa ao plano de rigging, documento submetido à análise e aprovado pela equipe de operação do guindaste", diz o documento.
A Odebrecht afirma ainda que o afundamento do solo apontado pelo Instituto de Criminalística (IC) como motivo do acidente foi causado pela operação indevida do equipamento.
Em resposta, a Locar informou em nota que reconhece o único laudo oficial, elaborado pelo IC, que aponta o solo como a exclusiva razão da queda do guindaste.